Aprenda sobre Acropostite-fimose

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ASPECTOS GERAIS

RESUMO: A acropostite-fimose é um problema comum em touros que envolve uma inflamação e infecção na extremidade do prepúcio que pode causar feridas, úlceras, edema, necrose e estreitamento da abertura do prepúcio. Isso pode levar a obstrução da saída do pênis e, em casos graves, a uma condição conhecida como parafimose, onde parte do pênis fica permanentemente exposta.

AUDIODESCRIÇÃO: Então, pessoal, vamos falar sobre um probleminha que pode acontecer com touros, chamado acropostite-fimose. Esta doença também é conhecida como acrobustite, ou acrobistite, ou formigueiro ou umbigueira. Ela basicamente, é uma inflamação e infecção na extremidade do prepúcio dos touros, que normalmente vem acompanhada de feridas, úlceras, edema, necrose, fibrose e, às vezes, estreitamento da abertura do prepúcio, que é chamada tecnicamente de óstio prepucial. É uma das doenças mais importantes que nós veterinários que cuidamos de grandes animais precisamos prestar atenção, especialmente quando atendemos os touros Bos indicus. Geralmente, as lesões acontecem durante a exposição peniana e a parte interna do prepúcio acaba sendo afetada. Esta região é tecnicamente chamada de folheto interno do prepúcio. Também podem surgir lesões devido a um prolapso crônico, quando o pênis fica exposto por muito tempo. É mais comum vermos isso acontecendo durante a estação de monta, mais ou menos na metade ou no final dela. As lesões de caráter crônico que ficam por muito tempo sem tratamento, podem causar obstrução completa da saída do pênis, chamada de orifício prepucial, especialmente por causa do acúmulo de tecido morto e fibrose no local, o que dificulta muito ou até mesmo impede a cópula. Embora seja algo meio raro, em alguns casos mais graves, os touros com acropostite-fimose podem até ter uma parte do pênis ficando pra fora do prepúcio de forma constante. Esta condição é chamada de parafimose.

Aspectos econômicos da Acropostite-Fimose

RESUMO: Este vídeo aborda os aspectos econômicos da acropostite-fimose em touros, que pode influenciar a decisão de tratamento. A cirurgia pode ser cara e resultar em complicações, levando a considerações financeiras na escolha entre tratar ou substituir o touro. Além disso, o tratamento pode gerar perda de libido e resultados incertos.

AUDIODESCRIÇÃO: Oi! Espero que você esteja bem. Neste vídeo eu vou falar acerca dos aspectos econômicos que envolvem a acropostite-fimose. Logo de cara posso te dizer que estes aspectos são muito importantes e que eles devem ser levados em consideração, por exemplo, quando você for decidir pelo tipo de tratamento que irá fazer. Quando um touro machuca o prepúcio, os tratamentos geralmente são caros e na maioria das vezes, precisam de cirurgia. Mas antes de decidir pela cirurgia, é importante analisar se é possível tratar o touro de forma conservadora ou se é melhor descartá-lo da reprodução ou substituí-lo por um outro touro saudável. Outra consideração importante é que a cirurgia pode resultar em complicações pós-operatórias. Diante destes fatos, se o touro acometido não tiver uma boa genética, pode ser melhor descartá-lo da reprodução, já que o valor do retorno financeiro dele não compensaria os custos da cirurgia e os riscos envolvidos. Vale lembrar que, quando se decide por tratar o touro, essa decisão vai afetar diretamente o bolso do dono do animal. Serão geradas despesas tanto com a compra de remédios, quanto com a sua contratação. Além disso, há outras perdas que devemos considerar, como o tempo de recuperação, qual a possibilidade do touro perder um pouco a libido e até mesmo qual é o risco do tratamento não funcionar. Por outro lado, ao propor a cirurgia, você precisa estar ciente de que será um procedimento complicado, que demandará muito trabalho e habilidade, principalmente quando é feito no campo, longe de um hospital veterinário. Tenha certeza de que você precisará ter um conhecimento amplo da medicina veterinária de grandes animais para fazer todas as etapas da cirurgia com cuidado e responsabilidade. Se eu pudesse te dar um conselho eu diria que, se você fizer tudo da maneira certa, as chances do touro se recuperar são consideráveis. Mas, se você não levar em conta todos os aspectos que eu vou abordar nesse curso, a chance do resultado ser desastroso e manchar a sua reputação é grande. Agora que eu tenho certeza que você já está craque neste assunto, no próximo vídeo vou te contar quais são os principais fatores predisponentes da acropostite-fimose. Bora lá?

Fatores Predisponentes

RESUMO: Este vídeo aborda os principais fatores que predispõem a acropostite-fimose em touros, incluindo anatomia (prepúcio penduloso, orifício prepucial amplo, músculos prepuciais debilitados), falta de higiene, problemas de cuidado e raças de touros mais suscetíveis (zebuínas e europeias).

AUDIODESCRIÇÃO: Oi, tudo bem? Agora eu vou abordar questões importantes sobre os principais fatores predisponentes da acropostite-fimose nos touros. Pois bem. Quando estudamos os principais motivos que fazem a doença ocorrer, é necessário termos muita atenção nos detalhes da anatomia do touro. Observe por exemplo se estão presentes um prepúcio penduloso ou o orifício prepucial muito largo ou se os músculos prepuciais estão debilitados ou ausentes. Tudo isso contribui pra que a doença apareça. Além disso, quando não há cuidados adequados com a higiene da região do óstio prepucial com sujeira se acumulando nos pelos, ou se não for feito um manejo adequado do animal, incluindo a forma como os touros e vacas interagem, o controle de parasitas e o manejo correto dos pastos, a doença pode aparecer com mais frequência. Finalmente, os touros das raças zebuínas, tipo Nelore, Gir, Indubrasil, Guzerá, e também algumas raças europeias, como Santa Gertrudes e Marchigiana, têm mais chance de desenvolver a acropostite-fimose. Espero que este conteúdo tenha te ajudado a entender melhor sobre os principais fatores predisponentes da enfermidade. Com esse vídeo eu termino este primeiro módulo do curso. Na próxima etapa eu vou tratar de alguns pontos muito importantes acerca do diagnóstico da acropostite-fimose nos animais. Não perca. Nos vemos lá.

Diagnóstico da Acropostite-Fimose

RESUMO: Este vídeo ensina a fazer um diagnóstico da acropostite-fimose em touros, observando mudanças na aparência e comportamento, como dificuldade de acasalamento, inchaço, feridas e necrose. O diagnóstico é feito com um exame clínico, e o uso de ultrassom pode ser útil em casos de prepúcio estenosado.

AUDIODESCRIÇÃO: Olá, tudo bem com você? Neste vídeo eu vou te ensinar sobre qual a melhor maneira de fazer o diagnóstico da acropostite-fimose. Quando a gente observa um touro com a doença, dá pra notar algumas mudanças na aparência e no comportamento dele. O animal pode ter dificuldade ou até mesmo não conseguir acasalar, além de ter inchaço, feridas e necrose do folheto prepucial exposto, miíases e hemorragias. Nos casos mais graves, o prepúcio fica desviado para trás, o que dá a aparência de uma letra “J”. Nesses casos pode ocorrer acúmulo de urina na cavidade prepucial, inflamação, necrose e dificuldade de urinar por conta da dor. Quando você for examinar o touro, é importante que ele esteja contido de maneira segura e com comportamento calmo. Garanta que o exame seja feito em um lugar apropriado, como um tronco ou brete, pra evitar que o animal se machuque ou que você ou alguém se machuque. Ao se aproximar do touro, recomendo que você amarre com uma corda o membro pélvico do lado que você vai examinar pra evitar possíveis acidentes por coices. Quando você for palpar a área, poderá sentir que a abertura do prepúcio está muito estreita, além de poder notar a presença de feridas e de tecido cicatricial. Se as lesões ao folheto prepucial interno forem muito grandes, a cirurgia pode não ser uma boa opção, pois pode acabar causando perda de tecidos acentuada e parte do pênis acabar ficando exposto permanentemente, o que ocasionaria a parafimose.

Atente-se ao fato de que quando o prepúcio do touro estiver muito estreito, pode ser difícil ou até impossível de examinar completamente o folheto prepucial interno. Nesses casos, um exame de ultrassom é muito útil e pode ser feito até mesmo no campo. Para isso, eu indico que o exame seja feito com um aparelho de ultrassom acoplado a um transdutor linear multi-frequência ou com frequência de 10 MHz. Para facilitar a realização do exame você pode injetar solução salina fisiológica pela abertura do prepúcio. Isso vai te ajudar a ver melhor a cavidade prepucial possibilitando identificar o diâmetro real do lúmen da cavidade e se há fibroses no local. Estas informações são importantes e irão te ajudar a decidir se a cirurgia será necessária, bem como qual é o melhor momento para fazê-la. Se não for possível você fazer o ultrassom, ficará mais difícil considerar a cirurgia como uma opção de tratamento. Nesse caso, já que você não pode garantir a viabilidade da mucosa e o possível comprometimento da integridade anatômica da parte livre do pênis, você precisará conversar com o dono do animal sobre os riscos envolvidos na cirurgia. No próximo vídeo eu vou continuar abordando alguns aspectos bastante importantes ainda sobre o diagnóstico da acropostite. Nos vemos lá!

O que fazer a partir do diagnóstico?

RESUMO: Este vídeo continua ensinando sobre o diagnóstico da acropostite-fimose, especialmente como o diagnóstico é encarado por você e pelo dono do animal. A cirurgia pode ser necessária, mas há riscos e mudanças no plano inicial podem ser necessárias. O tratamento não cirúrgico envolve antibióticos, antinflamatórios e cuidados paliativos, como repouso sexual e limpeza da região afetada.

AUDIODESCRIÇÃO: Oi, tudo bem? Neste vídeo eu vou continuar te ensinando sobre o diagnóstico da acropostite-fimose, especialmente como esse diagnóstico pode ser encarado por você e pelo dono do animal. Se o dono do touro decidir seguir com o procedimento cirúrgico, ele precisará assinar um termo de consentimento livre e esclarecido onde irá autorizar o procedimento até porque, durante a cirurgia você poderá encontrar com uma extensa área de fibrose e com algum comprometimento isquêmico da parte livre do pênis, o que pode levar a mudanças no plano inicial da cirurgia e às vezes, até a necessidade de proceder com uma amputação parcial do pênis do touro. Normalmente, quando eu faço opção por não fazer a cirurgia, trato o touro com antibióticos e antinflamatórios sistêmicos, além de limpar a região afetada e fazer duchas frias no local afetado. É importante que o touro faça repouso sexual e não acasale até que os sinais da doença desapareçam, para evitar que ocorram mais lesões e infecções. Alguns autores indicam realizar procedimentos como colocar bandagens na extremidade do prepúcio ou colocar um tubo de PVC no lúmem prepucial. Entretanto na minha experiência, esses métodos podem acabar piorando a situação, causando problemas como isquemia adicional e infecções. Conseguiu entender certinho sobre como diagnosticar a acropostite? Espero que sim. Com esse vídeo eu termino o módulo dois sobre o diagnóstico da acropostite-fimose em bovinos.

No próximo módulo eu vou te ensinar sobre como você deve preparar o touro para fazer algum tipo de tratamento. Nos vemos lá.

Quer saber mais?

Aprenda sobre a preparação dos touros para o tratamento cirúrgico.

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